O saudoso e querido poeta da simplicidade, Mário Quintana, escreveu: “Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente e não a gente a ele”. Foi precisamente a sensação que tive ao ler e degustar a “pérola” que o amigo Wilson Andrioli produziu, à luz da meditação sobre os mistérios do Terço. De fato, através da sapiência poética podemos efetivamente penetrar na interioridade das coisas luminosas que nos ajudam a sentir o frescor da vida. Uma beleza!

Ao amigo Jesus

Por Wilson José Andrioli

 

Ao contemplar-te na Cruz, todo chagado, ensanguentado…

Aniquilado pelo peso de meus pecados, prostro-me a teus pés feridos.

 

Afasta-te de mim, Senhor, pois sou um verme, um mísero inseto.

Sei que não sou tua ovelha preferida, nem pretendo ser.

 

Segura-me pela mão e me conduze a teu aprisco.

Basta-me ser o último entre tuas ovelhas.

 

Dá-me apenas a graça de não ser excluído do teu rebanho.

Socorre-me na minha insignificância.

 

Obrigado por teres dado a vida por mim.

Obrigado pela vida que me deste.

 

Aceita-a, mesmo repleta de vícios.

Se me achares digno, olhe para mim.

Sê meu único “Caminho, Verdade e Vida”.

Que tua querida Mãe continue distribuindo alegria com o Terço dos homens, que ela tanto ama, para chegarmos mais perto de ti.

Transforma-me em teu verdadeiro servidor e faz-me ser um discípulo missionário que segue à risca o lema: “A Jesus por Maria”.

 

 

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