Por Pe. Gottardo,SJ

Aproveitamos a vinda do professor e estudioso, o senhor Ênio Felipin (Ijuí-RS), entusiasta evangelizador e servidor da Igreja, para oferecer uma formação para lideranças da Paróquia sobre o Dizimo. Ele discorreu por duas horas sobre a temática priorizando a fundamentação bíblico-teológica. Cerca de 130 pessoas participaram do evento (incluindo pais/mães das crianças da IVC). O estilo leve e amistoso do encontro encantou a todos. Provavelmente, em setembro/2019 ele retornará para capilarizar a formação, isto é, fazê-la chegar em todas as capelas. Afinal, ninguém ama aquilo que não conhece.

O peteleco introdutório da palestra foi o sugestivo versículo do livro do Eclesiástico: “Se soprares uma fagulha, ela se acenderá; se cuspires nela, ela se apagará; uma e outra coisa saem de tua boca” (cf. 28,14). Enquanto cristãos, podemos e devemos acender outros fogos; entretanto, podemos também apagar as chamas que crepitam, com o contratestemunho, com o escândalo da hipocrisia e da ignorância. Soprar a “fagulha” significa, em última análise, ser um cristão corresponsável na missão da Igreja; é sinal também de maturidade cristã.

Uma pessoa evangelizada compreende e contribui com o dízimo, com alegria. Diz-nos o Senhor: “Todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são propriedades do Senhor; são coisas consagradas ao Senhor” (cf. Lev 27,30). Não fazê-lo, ou seja, não reconhecê-lo significa pretender enganar o Senhor e ser uma pessoa corrupta (ladrão). “Os perversos (lê-se corruptos) dificultosamente se corrigem, e o número dos insensatos é infinito” (cf. Ecle 1,15).

Dizimo é Palavra de Deus. É coisa séria. Fazei a experiência! (cf. Mal 3,10). “Honra o Senhor com teus bens e com as primícias de toda tua renda” (cf. Prov 3,9). À luz da Palavra de Deus, Felipin insistiu: “Nós honramos a Deus com nossos bens, quando reconhecemos que Deus tem parte naquilo que temos produzido”. “Diga aos israelitas que me tragam uma oferta. Recebereis a oferta de todos os que derem espontaneamente e de bom coração” (cf. Ex 25,2). Ofertar o dízimo é essencialmente um gesto de gratidão e de reconhecimento de que tudo é dom de Deus.

Dízimo não é taxa nem imposto que se paga para obter direitos na igreja. Deve ser devolvido a Deus de modo regular e sistemático. Devemos sepultar a antiga prática/mentalidade do “centésimo”. Entretanto que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração… Deus ama quem doa com alegria (cf. 2Cor 9,5-9). Mais: “Não te apresentes diante do Senhor com as mãos vazias” (cf. Eclo 35,6). Que venham os frutos!

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