Por Rosimara Bernhardt

No último domingo (16), das 13h30 às 17h, os Ministros da Paróquia São Virgílio tiveram um momento muito especial de estudo/reflexão sobre a Eucaristia e a missão dos ministros na Igreja.

Estiveram presente nesse encontro quase noventa ministros, que foi carinhosamente organizado pela equipe que coordena a Pastoral: Marilete Vanini, Gleice Till, Marlene e o nosso pároco, Pe. Roberto J. Gottardo, SJ; contamos também com a presença especial do nosso querido Maurilo e Leila que tornaram o encontro mais orante e emocionante com a animação musical.

O encontro teve dois momentos bem significativos, no primeiro Pe. Gottardo nos brindou com o instigante texto: “A Eucaristia segundo Jesus e São Paulo”. Explicou-nos que a Eucaristia na intencionalidade de Jesus é um dom de amor para todos, como podemos observar no milagre da multiplicação dos pães (cf. Jo 6,1-15), Jesus ofereceu o pão para todos, sem impor condição a ninguém, sem se importar se alguém estava puro ou impuro, pois sabia que todos necessitavam do “pão da vida”. Diferentemente da teologia oficial que dizia: “Só quem é puro está apto para aproximar-se de Deus”. Jesus diz: “É o amor de Deus que nos torna puro; é Deus quem vem ao nosso encontro para nos purificar”.  Naquela teologia o amor de Deus era prêmio. Mas com Jesus Deus é um dom para todos, livre e gratuito.

Pe. Roberto falou que aqueles mais preocupados com a ortodoxia podem objetar que São Paulo diz que é preciso ser digno para receber a Eucaristia” e citam a passagem de 1Cor 11,17-33. Temos que tomar muito cuidado ao ler uma passagem bíblica para compreender a intencionalidade do autor, por conta disso podemos nos tornar pessoas rígidas e farisaicas.  Pe. Roberto explicou – à luz da reflexão do teólogo, Marco Pedron -, após momentos de reflexão, debates e dúvidas entre os ministros que, a eucaristia nas primeiras comunidades cristãs não era de modo algum a Eucaristia que conhecemos: era um jantar no qual todos traziam alimentos para serem partilhados, lembrando-se do Senhor.

Naquela época os ricos comiam, se embriagavam e os pobres ficavam assistindo. Celebrava-se a Eucaristia, mas a partilha não acontecia. Ou seja, a Eucaristia se tornava sacrilégio. O que Paulo denuncia, portanto, não se refere aos pecados (quem está em pecado é “indigno” de participar da Eucaristia), mas à injustiça de uma comunidade onde se comungava sem comunhão com os mais pobres (cf. 1Cor 11,17-22). Indigno, para Paulo não é o pecador, mas o empanturrar-se de comida e de bebida enquanto tantos irmãos e irmãs morrem de fome.

O Papa Francisco lembra “a Eucaristia não é uma recompensa para os bons, mas constitui a força para os mais frágeis, para os pecadores. É o perdão, é o viático que nos ajuda a ir em frente, a caminhar”.

No segundo momento Pe. Roberto ofereceu perguntas aos participantes para serem respondidas em grupo. Sobre a sua missão, desafios, conquistas e o que estão fazendo para ser uma “Igreja em saída”, proposta pelo Papa Francisco.

No final do encontro Pe. Roberto perguntou qual comunidade gostaria de receber os ministros para o encontro de confraternização no final do ano? Prontamente, Sérgio Adriano e Emiliana (Santo Antonin) se disponibilizaram.

Foi uma tarde de domingo chuvosa, mas fértil e muito especial, todos/as saímos consolados pelo momento de fé, reflexão, aprendizado, partilha e amizade.

Por intercessão de Nossa Senhora pedimos que Jesus esteja sempre ao nosso lado, para nos fortalecer cada vez mais na nossa linda missão em levar Jesus Eucarístico a todos os necessitados. Tudo para a maior glória de Deus.

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