A SANTIDADE, COMPROMETIMENTO COM A VIDA E COM A NATUREZA: O CLAMOR E O GLAMOUR DO RIO DO BRAÇO

Mauro A. Costa

O Segundo Dia do Tríduo em honra ao padroeiro São Virgílio foi pautado por momentos de meditação, arte, reflexão crítica e agradecimentos. O tema desse dia foi Santidade, comprometimento com a vida e o cuidado com a natureza, e o lema foi “Nem todo aquele que diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus” (Mt 7, 21). A Celebração Eucarística teve com presidente o pároco, Pe. Roberto Gottardo que, logo de início, acolheu os alunos e a equipe gestora da Escola de Educação Básica Francisco Mazzola.

Ainda nos momentos da acolhida e do ato penitencial, o sacerdote fez a relação da vivência da fé com o cuidado com a natureza. Reforçou que o planeta é a nossa casa comum, doada por Deus, e que merece todo o nosso respeito e cuidado. Conduziu o ato penitencial exortando a todos a reconhecerem os pecados e faltas cometidas para com o planeta, o meio ambiente, enfim, a nossa casa comum.

Após as leituras da liturgia da Palavra, no espaço designado à homilia, o presidente da Celebração, solicitou aos que estavam com ele no presbitério para descerem para a nave da igreja afim de assistir a uma peça de teatro encenada polos alunos daquela escola.

Um momento artístico, crítico e enriquecedor. Com a autoria da professora Nadir Trainotti, o texto da peça abordava o as reclamações (denúncias) do Rio do Braço, o qual fora personalizado por um aluno e, dentre as falas dele, evidenciava um clamor: é preciso fazer alguma coisa pelo Rio porque a sua vida estava correndo risco de morte. No desenrolar da peça inúmeros personagens entravam em cena, dentre tantos a sociedade e o pecado. Esse último, na verdade, revelou-se a causa da morte do Rio do Braço. Uma de suas falas, tão popular, foi dita em alto tom, “o salário do pecado é a morte’. De fato, apenas o pecado pode se culpado das desgraças para com o planeta e as suas riquezas naturais. Uma criação inteira presenteada por Deus aos seres humanos e, por causa do pecado, ela sê vê em processo de destruição.

Após a apresentação da peça, o Pe. Roberto fez uma homilia que complementou o conteúdo do texto teatral. Fundamentando a homilia nos textos da Encíclica do Papa Francisco, Laudato Si (Louvado sejas)– que trata sobre o cuidado de nossa casa comum -, o sacerdote fortaleceu as ideias apresentada pela peça teatral sob o prisma da Igreja. Dessa forma, o sacerdote mostrou que a Igreja, Povo de Deus, não apenas vê o clamor das injustiças para com o Planeta, mas escuta, sofre junto e se une as iniciativas louváveis de conservação, preservação e cuidado. Afinal, pela fé o cristão deve louvar a Deus pela criação e, ao mesmo tempo, cuidar para que ela seja respeitada.

Antes da bênção final, os alunos, os professores e equipe gestora da escola foram convidados a se colocar à frente do altar para uma foto. Nesse momento, foi convidado também, em caráter especial, o professor Nilton Cadorim, autor da famosa poesia, na qual trata do Rio do Braço – e que fora declamada por um aluno ao final da peça. O professor poeta agradeceu a homenagem e, com trechos de sua poesia, juntou sua voz à voz da autora Nadir, para clamar pelo Rio do Braço. A assembleia litúrgica aplaudiu de pé tudo que fora dito, evidenciando, dessa forma, a concordância em defender o Rio do Braço, um glamour de Nova Trento.

Após a bênção final, o povo se dirigiu ao salão paroquial para os festejos que, nessa noite, a Comissão da Festa blindou a comunidade com um diferencial, um buffet de massas. Ele fora servido no pavilhão e contou com a gerencia de três jovens competentes na área da gastronomia, Francisco Bottamedi – Bacharel em Gastronomia -, Max Graver – que sonha em ser Chef– e Valdecir Franzoi, um exímio conhecedor e colaborador em preparação gastronômica. Todos se sentiram satisfeitos ao degustar as massas! As expressões de satisfação se evidenciavam nos rostos daqueles que adquiriram os ingressos com antecedência. Elas falaram por si. Há de se registrar os agradecimentos a esses profissionais não apenas por esse momento degustador, mas, sobretudo, porque eles prestaram esse serviço de forma voluntária. Outro registo de agradecimento cabe à Cantina Italiana na pessoa do empresário André Orsi, que providenciou a estrutura para servir o buffet. Sem dúvida são pessoas e empresas como essas que engrandecem os eventos comunitários de nossa cidade, especialmente quando tais eventos são religiosos, como o de nossa querida paróquia.

E assim foi o segundo dia do Tríduo em honra ao padroeiro de nossa paróquia, São Virgílio. Louvado seja Deus pelas pessoas que se unem para confraternizar!

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