Por Pe. Gottardo,SJ

Ontem, dia 15 de agosto de 2018, celebramos a memória de São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas e acólitos. Os coroinhas são verdadeiras joias da Igreja. Na missa estavam bem representados e acompanhados pelas respectivas famílias.

O intrépido menino Tarcísio foi martirizado no ano de 258, durante a feroz perseguição aos cristãos perpetrada pelo Imperador Romano, Valeriano. O ódio aos cristãos era brutal. Por causa da fé muitos cristãos aguardavam o dia do martírio na prisão e desejavam ardentemente receber a Eucaristia, mas os inimigos dificultavam o máximo que podiam.

Tarcísio, com apenas 12 anos de idade, se ofereceu ao Papa Sisto II como “ministro da Eucaristia” para atender as demandas da Igreja naquele momento crítico e perigoso. Ele dizia estar disposto a até mesmo dar a sua vida para que o viático não caísse nas mãos dos pagãos. O Papa, impressionado com a valentia daquele adolescente, olhando para ele, disse: “És ainda um garoto, Tarcísio, e não sabes desempenhar esta nobre missão”. Tarcísio retrucou: “Melhor assim, porque de mim ninguém suspeitará de nada”. Diante de tal atitude o Papa não teve dúvida e entregou a ele uma caixa de prata com as hóstias consagradas.

Tarcísio seguia em frente, em direção a prisão com incrível intrepidez quando foi atacado por um grupo de odiosos abutres (fanáticos), mas segurava com tanta firmeza o tesouro, que força alguma conseguia arrancá-lo. Quando se encontrava semimorto por causa da violência e com as hóstias empunhadas nas mãos, surgiu um soldado romano, também ele um cristão disfarçado para acudi-lo. Movido pela força de Deus, o menino soltou o Corpo de Cristo, entregou a caixa de prata ao militar e faleceu.

O Papa Damaso I fez uma inscrição em seu túmulo: “Enquato um criminoso grupo de fanáticos se atirava sobre Tarcísio que levava a Eucaristia, o jovem preferiu perder a vida, antes que deixar aos raivosos o Corpo de Cristo“. Deus nos livre dos abutres raivosos e fanáticos! São Tarcísio, rogai por nós.

 

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