“Que alegria quando me vieram dizer: “Vamos  à casa do Senhor…””.

(Sl 121,1)

A pastoral dos coroinhas é o primeiro serviço pastoral do cristão, rumo à santidade. Trata-se de um despertar vocacional, auxiliando nas celebrações através do trabalho de coroinha. O termo “coroinha” vem do latim e significa “menino do coro”. Isso porque no antigo rito da missa, datado do ano de 313, parte do ritual era cantada em coro e, ocasionalmente, alguns dos meninos que cantavam eram solicitados para auxiliar os padres no altar.

Os coroinhas têm a função de ajudar nas celebrações litúrgicas, tornando-as mais bonitas e solenes. Eles devem demonstrar muito amor e carinho aos ritos sagrados e ao mistério do Cristo consagrado. Em 1994, o Papa João Paulo II autorizou que meninas também servissem no altar. A carta Redemptionis Sacramentum prevê essa circunstância. Para os coroinhas é uma honra servir, porque, depois do padre e dos ministros extraordinários da Comunhão Eucarística, são os que mais se aproximam do mistério da transubstanciação do Verbo. Do coroinha exige-se piedade, postura, respeito e atenção durante seu serviço. Mas, como todo trabalho pastoral, a vocação do coroinha vai além; espera-se atitudes exemplares na escola, na sociedade e sobretudo no seio da família.

Na paroquia são Virgílio, a Pastoral dos Coroinhas tem por objetivos:

• Ter boa vontade e alegria em servir Jesus Sacramentado.
• Ter disponibilidade para Deus e para a comunidade, cumprindo fielmente os deveres.
• Esforçar-se para ser bom, procurando viver o que Jesus viveu e ensinou; não somente na Igreja, como também em casa, na rua, na escola e em todos os lugares por onde for.

A coordenação dessa pastoral é norteada pelo:

  • desejo de formar novos coroinhas que sejam verdadeiros servidores de Cristo Eucarístico.
  • Dever de acompanhar cada um deles, guiando-os no crescimento da fé e no caminho da Igreja.

 

Em nossa paróquia, é de competência dos coroinhas:

  • Servir nas celebrações.
  • Zelar e cuidar dos objetos litúrgicos e vasos sagrados.
  • Dedicar-se ao estudo da liturgia, a fim de celebrar cada vez melhor.

É de competência dos coordenadores dessa pastoral:

  • Participar das formações oferecidas pela arquidiocese.
  • Auxiliar na formação e no acompanhamento de novos coroinhas

 

Denise Sborz FantiniCoord. Matriz
Oksana FranzoiCoord. Santuário N. Sra. Bom Socorro
Edite Maria MorescoCoord. Comunidade Santo Anjo
Vanete C. Moresco da SilvaCoord. Comunidade São José
Leonira Anzini MisturaCoord. comunidade São Paulo
Irani TrainottiCoord. comunidade São João Batista
Amabile GerberColaboradora e coroinha

 

SÃO TARCÍSIO: Tarcísio pertencia à comunidade cristã de Roma, era acólito, isto é, coroinha na igreja. No decorrer da terrível perseguição do imperador Valeriano, muitos cristãos estavam sendo presos e condenados à morte. Nas tristes prisões à espera do martírio, os cristãos desejavam ardentemente poder fortalecer-se com Cristo Eucarístico. O difícil era conseguir entrar nas cadeias para levar a comunhão. Nas vésperas de numerosas execuções de mártires, o Papa Sisto II não sabia como levar o Pão dos Fortes à cadeia. Foi então que o acólito Tarcísio, com cerca de 12 anos de idade, ofereceu-se dizendo estar pronto para esta piedosa tarefa. Relativamente ao perigo, Tarcísio afirmava que se sentia forte, disposto antes morrer que entregar as Sagradas Hóstias aos pagãos. Comovido com esta coragem, o papa entregou numa caixinha de prata as Hóstias que deviam servir como conforto aos próximos mártires. Mas, passando Tarcísio pela via Ápia, uns rapazes notaram seu estranho comportamento e começaram a indagar o que trazia, já suspeitando de algum segredo dos cristãos. Ele, porém, negou-se a responder, negou terminantemente. Bateram nele e o apedrejaram. Depois de morto, revistaram lhe o corpo, nada achando com referência ao Sacramento de Cristo. Seu corpo foi recolhido por um soldado, ocultamente cristão, que o levou às catacumbas, onde recebeu honorifica sepultura.