Por Pe. Roberto J. Gottardo

“Se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo” (Lc 13,3)

1. Quando uma pessoa se converte, de verdade, não só sabe o que deve fazer, mas também deseja fazer as coisas certas. Não basta evitar o mal por ter medo das eventuais punições e/ou castigos. A exemplo do mestre de Nazaré, age por amor e com firmeza.
2. Outro sinal da efetiva conversão é não ter nenhuma disposição e/ou desejo de reincidir no mal (vícios), não obstante as tentações insidiosas e diuturnas do Inimigo.

3. Apesar das inúmeras fraquezas pessoais sente-se amado por Deus. É humilde e se reconhece pecador, e sempre disposto a perdoar as fragilidades e as limitações dos irmãos/ãs.
4. Quando alguém se converte deseja apenas agradar a Deus e não mais agir segundo o que os outros acham e pensam (opinião pública), ou seja, rejeita tornar-se refém de ideologias e/ou esquemas deste mundo.
5. Quando se vive como convertido, dá-se o máximo de si mesmo para encarnar o evangelho no quotidiano – não só aos domingos ou quando convém -, mas o tempo todo. A intencionalidade não muda independentemente de quem lhe faça companhia e/ou lhe incita a dar azo às más inclinações.
6. Uma pessoa convertida, de fato, é mais bondosa e sensível no trato com os outros porque conhece as próprias mazelas e se sente inundado pela Misericórdia. Não julga, não tece críticas destrutivas nem espalha o veneno da fofoca. Procura em tudo amar e servir, sem esperar recompensas.
7. O termômetro de conversão é medido também pelo fervor no seguimento de Jesus e na alegria que sente ao pôr-se em sintonia com Deus (oração). Pessoa aberta ao novo de Deus que irrompe na história.
8. Anseia que chegue logo o domingo porque é o Dia do Senhor e tem a possibilidade de encontrar-se com os irmãos de caminhada. Sai do isolamento e do individualismo narcisista.
9. Procura de bom grado ouvir e observar a Palavra de Deus e pô-la em prática, e não inventar desculpas para justificar comportamentos contraditórios e incoerentes.
10. Sente-se corresponsável na missão da Igreja, participa da comunidade e colabora com o dízimo. Não procura a Igreja apenas nos momentos trevosos e/ou se esta fosse uma espécie de supermercado.
11. Sente forte desejo de ajudar os outros a conhecer a verdade e a felicidade que encontrou. Torna-se sinal vivo e transparente do Reino. Não foge da missão nem inventa expedientes fortuitos para escapar dos compromissos.
12. O convertido aprendeu que “nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas” (C. Coralina). Por isso, é criterioso no uso das palavras e cuida da linguagem.

 

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